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Sangue da perna,

Chuta bola quebra a canela

Desespera,

Desespera,

Jogo da vida cretina

E ela bandida

Corre sebo,

… Vem deita no pelego…

Beija minha boca,

Tira ar do meu peito

Te desejo,

E como desejo!

Larga o pé da bola, desmiolada…

Deixa te dar um cheiro!

Ai, que ainda te puxo a corda…

Larga dessa bola,

Deita no meu peito,

… Quero te contar nossa história!

Passei a noite sem dormir,

Não tenho assunto…

Faltam palavras,

… Cabeça viciada!

Tempo, tempo, tempo…

Que me persegue, mesmo sem se fazer,

Volta tudo, para aquele minuto

Deixa - me parada naquele segundo,

Não saio mais dali,

Sim, fui feita para ti!

Cabeça viciada…

Precisa daquelas palavras,

Do olhar…

… Passei a noite sem dormir,

Te procurando em fotos,

Nas linhas do meu corpo…

Buscando teu gosto,

… Estás em mim.

Muda mundo, muda tudo…

Divagações sobre o amor,

Divagações sobre o amor…

…Passei a noite sem dormir…

Te achei em mim!

 

O musgo que cobre teus lábios

É o mesmo que pisastes ontem,

Arou a terra cavou o buraco…

Hoje te encontras misturado ao barro.

 

A marcha é lenta e logo desaparece,

Teu corpo apodrece em questão de dias,

Não vira cinza, mas inspira melodias…

Passam os anos logo se esquece.

 

Da semente madura vieste pura,

Ao terreno retorna tuas raízes enrolam

Estás na terra e não és mais cria,

Acabou – se a vida, não tens mais linha.

Minha poesia tem nome,

Minha pele, meu sobrenome…

Nas linhas doces…

… Que traço aqui.

 

A pele arrepiada,

Sem máscaras…

Ela e mais nada…

Sinto-te imensamente,

Em mim.

 

…Passa o minuano lá fora…

Reporto-me a ti…

Sentado em uma cadeira giratória…

Contando dias…

Como eu por aqui.

 

E eu que me desfiz do tempo…

Reúno – me aos ponteiros…

E te procuro,

Quero-te…

Meu tudo,

Conto horas insanas…

… Faço – te juras, loucuras…

 

Beijo – te nos sonhos…

(alimento dos meus delírios)

… Faço-te mil versos…

Não consigo traduzir

Ao certo,

A presença viva que te faz em mim.

 

Minha poesia tem o teu nome,

Teus lábios nos meus…

Traz teu sobrenome,

Linhas doces traçadas…

… Que diz respeito a ti.

 

Suplico ao tempo que pare,

Para nunca deixares de me olhar…

Ter tuas mãos sempre a me afagar,

Meu corpo te quer, vem te apropriar.

 

Materializo - te ao meu lado,

Contorço as pernas a te esperar…

Toco meu corpo a tua procura,

Não sabes a falta que já me faz.

 

Angustia – me,

Entender a falta do que não se provou,

Se estivesse em mim teria medo do torpor…

Tenho medo de te perder,

É, acho que isso mostra que não sei quem sou.

 

Tira-me o sono longo,

Põe – me a sonhar…

Não importa se é dia ou noite,

Isso faz te encontrar!

 

Ora para o tempo parar quando te vires de novo…

Quero a noite mais linda e incapaz de acabar,

Beijar tua boca nunca mais te largar…

Fazer dos minutos, dias inteiros somente a te amar!

  

Como se chama…

 a palavra que define,

Um sentimento…

Sentido na pele…

Zunido,

Sem definição aparente…

Por que ainda não experimentei?

O que é isso…

Que  ferve os instintos…

Arranca - me mais de dois sorrisos…

(De novo digo)

São raros e compassados…

Mas para ti,

Deixam de ser ariscos…

…Faz - me menina boba levada…

Quase fico engraçada…

Tentando responder - te…

A (moda) prosa…

Desenhar - te nas linhas…

…Talvez dizer o que não disse…

Fazer o que não fiz!

Hoje sou eu quem perco o sono…

Como a pouco perdi as margens…

Foram embora as palavras…

Ficou somente a vontade…

…Confusão literal…

Talvez algo mais profundo…

Mental ou sentimental?

Fugiram as letras…

Levaram junto as linhas…

Não sei a palavra…

Indefinida é…

…Deixou - me calada…

(Entenda minhas reticências…

Hoje são tuas…

Pois não inventei uma palavra…)

O vento procura – me pelos cantos…
Preenche – me de lembranças…
Faz o que dorme acordar…
Fecho meus olhos…
E sinto as punhaladas…
Trago meu cigarro amargo…
E quando solto a fumaça…
Vejo o vento partir…
Com as lembranças mortas…
Que insistem em vir aqui.
Exorcizo - te em mim…
Regozijo quando tu te vais…
Para sempre…
Até o vento voltar!

Pessoas somem todos os dias…

Mas suas rimas…

Não deixam de existir.

Saudade se mata…

Escrevendo,

Lendo,

As linhas apaixonadas…

Oras devassas…

Que deixam a pele arrepiada.

Saudade não passa…

Ficam as fotos,

Os textos…

Os sonhos…

Tristemente cortados…

…Nessas horas…

Penso na vida…

No que como,

Escrevo,

Leio,

Faço…

Todos os meus atos…

…A fragilidade do corpo…

A força da alma…

As lutas travadas…

…Muitas perdidas…

Poucas vencidas.

Valorizo o que tenho…

Não o que penso que tenho…

…Isso nem lembra poesia…

Talvez uma melodia…

Um suave blues…

De um enterro que não fui…

Mas de um alguém querido…

Que partiu pois de fato sofreu…

Deixa saudades…

Lágrimas…

Calo - me.

Agradável teu tatear no meu corpo…
Doce conforto do arrepio gostoso!
Aguça – me o cheiro…
Teu suor teu tempero…
A preencher os sulcos…
Dos amores perdidos…
Enrolados…
Sempre abandonados!
Necessito – te ao meu lado…
A assoprar minha nuca…
Enrolar meus cabelos…
Revirar – me pelo avesso…
Saborear – me…
A noite inteira…
…repousar nos teus braços…
E acordar…
Sentindo a brisa amena…
As gotas ainda ali…
Do nosso amor guloso…
E a manhã se faz sedenta…
Permanece serena…
Somente a esperar…
A noite chegar!

sexy_dark.jpg 

Olhe dentro dos meus olhos….

Encontre a sombria alma,

A que te cala…

…Te desfaz…

Vim para te levar comigo…

Para a escurdidão completa…

Não quero comer tua carne fétida…

Tão pouco sugar teu sangue pútrido…

Quero - te inteiro…

Para alimentar…

Os sangue - sugas inacabados…

Que merecem tua falta de sabor!

Entre no meu olhar…

Siga meu caminho…

És um pobre coitado sozinho…

Ninguém sente a tua falta…

Tão pouco causas dor?

Vem…

Que dou um rumo…

Para esse teu corpo choroso….

E repleto de dor!

* Momentos  do Terror Contado.

*autoria desconhecida da imagem

corpo.jpg


* autoria desconhecida da imagem

 

 

Passe a língua entre meus seios…
Aproveite,
Mate sua sede…
Na saliva de minha boca…
Toda,
Consuma até a última gota.
Misture meu suor…
Enlace meu cabelo,
Deixe os fios escorrer entre os dedos…
Arrepie minha pele…
Leve-me,
Mas não seja leve…
Quero sentir – te aqui…
Dentro de mim!


* Hoje estou no Blog Ensaios Amadores também.

A publicação no blog, nos permite um retorno rápido da leitura. Na internet as pessoas têm acesso com mais facilidade as poesias e sem custo. Só existe um porém: existem pessoas que visitam nossos blogs de poesia, e é nítido que estão somente fazendo uma visita cordial, e de fato não fazem a leitura da poesia.

Apesar de existir internet e blogs, ainda prefiro o livro - o papel. Gosto de adquirir livros de poesias e ler quantas vezes quiser. Acredito que o livro é um resultado final, não vai ser modificado, está ali, escrito e impresso. O blog nos permite uma interatividade maior, isso é fato. Nos permite modificar a poesia, e até acrescentar um algo mais.

A internet facilita com certeza o acesso das pessoas as poesias, e facilita as parcerias. Uma vez que podemos criar em tempo real com alguma pessoa e logo depois postar.

Voa, voa liberdade…
Desprende-te da saudade…
Desloca – se com rapidez…
Sob as ondas dos sete mares!
Corra desimpedido pelo mundo…
Aproveite todos os segundos…
Abandone as regras…
Viva todo dia uma nova festa!
Crie suas próprias métricas…
Fale de amor, dor e perdição…
Não obedeça mais os poetas…
Seja você o artesão!
Viaje nas suas linhas…
Rasgue a margem perfeita…
Convide todos para sua ilha…
Escreva!
Escreva!

Hoje, também estou em:
Ensaios Amadores
Mostra Plural
Esperas

 

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Apresentando

Este Blog visa reunir a Arte dos Poetas e Escritores convidados a compor este cenário onde transitam palavras que pretendem fornecer aos leitores, elementos que enriqueçam o seu entendimento e fruição do texto que aqui se apresenta.

Versos - Poesias - Poemas - Palavras - Arte Ilusão - Realidade???

A autoria dos textos aqui publicados diariamente são de total responsabilidade de seus autores que se comprometem com veracidade quanto a autenticidade de seus textos.

Lembrando que a cópia ou reprodução dos impressos aqui contidos é totalmente proibida.

Não copie sem permissão.
Plágio é crime - com pena prevista no Artigo 9.610/98


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