Janela Aberta

Um olhar que se perde,
…em meio a paisagem da cidade!
Onde o vai e vem de pessoas,
é feito brisa por entre as folhas!
A pressa?
Acumula-se pelas muitas esquinas,
que se perdem na sola dos pés!E tudo parece estar…
Sobre o controle ausente,
de um Deus a quem não se reza!Falta silêncio nas horas do dia,
Falta quem aprecie o desenho,
…que se forma pelo caminho!Linhas e contornos,
cheias de breve vazios!
E lá vai o desavisado,
…falar mal de tuas linhas!Cidade suja…
Gente esquisita!
Malditos paulistas já dizia Mário!
E mais adiante,
…cospe alguém,
pelo meio do caminho!Essa cidade é um mundo insólito
Onde o passo descobre diferentes direções!
Aqui, a ilusão se impõe…
O artista faz sua arte num canto qualquer
…a mulher vende seu salgado na fila do ônibus
O malabarista perde o equilíbrio entre um carro e outro
…o ciclista passeia pela rua como ilustre convidado
O motorista reclama junto com a sua buzina
E o tempo dá corda nas ações humanas!E eu, distante de tudo
Esqueço minha janela aberta,
Espero tua noite chegar!
Tento não te desconstruir
…tento enxergar apenas tua realidade!Então…
Te reinvento
…não te faço mais nem menos
Te faço cidade!
Com teus erros e acertos!

2 comments
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Maio 5, 2008 às 3:22 am
Reflexão… « Acqua
[...] estou lá no Livro Aberto… Falando mais uma vez de São Paulo… Essa cidade de muitas faces! [...]
Maio 6, 2008 às 1:16 am
paloma
Lunna, não faz muito tempo que aprendi a ver São Paulo e ela, como diria a Cecília M., “só é possível reiventada”. Por isso gostei tanto do final do seu poema:
“Então…
Te reinvento
…não te faço mais nem menos
Te faço cidade!
Com teus erros e acertos!”
As cidades, como as pessoas, devem ser respiradas como são.
Um beijo carinhoso!