Meu terror escondido sob o sol cálido
[me aquece.
Tua morte jazente sob escuras lápides,
[sem prece
Amor perdido em trágica cena precoce
[que pena
Partiste sem despedida e do túmulo agora
[me acena
Doce era antes teu sabor, manjar de paixões
Não existe mais a fragrância da alfazema…
Tudo que me resta são pequenas, ínfimas emoções
E por ódio do divino este que te amou blasfema
Não vou deixar de vir aqui e estar contigo
Danem-se os céus e esse castigo
As rezas todas feitas por ti desdigo
Quero-te novamente viva, levanta deste jazigo!
E dizem que existe algo ainda além
Um vida cheia de outras sonhadas vidas
Mas que sonham esses sem mais ninguém
Se a falta que me fazes me invalida?

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