E que ressoem os tambores
Deste picadeiro descoberto
Um país podre, corrupto e desonesto
Que, ora vejam só!,
Ainda quer ser levado a sério.
Onde anda o tal povo varonil, bravo, guerreiro?
Onde anda a Justiça, cega mas de fino olfato?
Ou ainda por onde andará
Aquele que todas respostas daria?
Decrépitos, desonestos e calhordas
Nada melhor descreve a esta corja
Insensível ao povo que os elegeu
Inebriada pelo poder absurdo
salva pelo cabresto do tal vil metal.
Safados, arrogantes e canalhas
Que somente a um nome atende: PORCOS!
Ofensa ao pobre animal que
Dos restos de seus parentes prostituídos se alimenta
Injustamente nomeado, pois este na lama
Somente se refresca
Enquanto aqueles submergem e se deliciam,
Com suas falcatruas descaradas e desavergonhadas.
Seduzidos pela alienação social
Corrompidos pela mania nacional
“Uma caixinha resolve…”
Responsáveis somos por aqueles que não sabem
Que dentro de cada um de nós existe uma mente
Frenética e pensante.
Não pulsa por não ser dado à emoção
Não palpita por não saber de solidão.
Não dói por esquecer a quem fez sofrer.
Mas pesa. E um dia esses nobres vagabundos
Tomadores desse certo país
Quem sabe?
Sofrerão as consequências seus atos
Uma cela fria talves?
Uma morte lenta e dolorosamente purificadora?
Estragando a vontade daqueles que
Em dia com sua sanidade
Optam por um fim triste e merecido
Declaro que somente um final os aguarda
Um paraíso fiscal com polpuda mesada.
Paga por você, claro…

3 comments
Comments feed for this article
Abril 21, 2008 às 10:15 am
Lunna
A realidade gruda na poesia e está as vezes parece ingrata com tudo que diz e representa, enfim, é poesia, não é mesmo? Abraços meus…
Abril 21, 2008 às 2:02 pm
Madalena Barranco
Oh, David, a verdade dói até na poesia… Para onde essa corja irá? Huummm, talvez para um planetinha nos primeiros estágios da evolução… Gostei do seu poema. Abraços.
Abril 24, 2008 às 1:07 pm
yuriassis83
é, david, vergonha pura, poesia pura…
esperanças de que um dia todos acordem o suficiente pra instituir outro país.
abraços