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A cidade, o edifício,
o objeto, a pressa,
a paisagem que ninguém visita
da realidade a ilusão
de um desenho que é só meu!
A cidade.
E seus muitos caminhos:
ruas e praças
avenidas e túneis
viadutos e elevados
algumas vilas - muitos bairros
Antigos e novos
Renomeados…
Cidade de contornos vários
Espaços em brancos
Desenhos naturais…
O banco no meio do nada
…contando histórias de um estranho passado
que me leva de encontro ao ontem
Badala no mosteiro o carrilhão
O tempo aqui segue em outra direção
Mais rápido – impossível alcançar
Impossível contar
…não há dedos suficientes nãos mãos!
Desenhos sobrenaturais
A casa, a escola
o prédio, a estação, a igreja de domingo
o templo de todo dia,
o mercado de cada hora,
a fábrica, o escritório,
Tudo é paisagem por aqui!
Tudo é lembrança também…
Na cidade – sou criança a inventar passos
pulo amarelinha nos falsos desenhos
de tuas calçadas
Sou equilibrista…
nas faixas de tuas ruas
Sou menino aprendendo a ler
em teus cruzamentos
Quantos nomes de ruas
…quantos estranhos
que nunca irei conhecer!
E, na paisagem,
…do lado de fora do ônibus apressado
Em sua última viagem
Registro os muitos espaços…
Vazios de meus passos
Que seguem sendo apenas lembrança
Talvez amanhã eu pise por lá

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